Ministério do Meio Ambiente debate industrialização verde

Encontro realizado em São Paulo reuniu especialistas nacionais e internacionais e representantes do setor industrial para discutir economia limpa

O ministro do Meio Ambiente, Joaquim Leite, afirmou que as soluções climáticas para o planeta estão na criação de uma economia verde que seja vantajosa. “Tem que ser uma solução climática lucrativa. Lucrativa para o empreendedor, lucrativa para as pessoas e lucrativa para a natureza. Essa é a única forma do mundo achar uma economia verde”, ressaltou.

Ele participou, na manhã desta terça-feira (16/08), em São Paulo, de um debate organizado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) para discutir a agenda climática e os avanços do Brasil em direção a uma economia de baixo carbono.

Segundo o ministro, o Brasil tem a vantagem de contar com uma matriz energética renovável e capacidade tecnológica para realizar esse processo. Leite lembrou que o cenário nacional bateu recorde na produção de energia eólica, com 21 gigawatts, e de energia solar, com 14 gigawatts. De acordo com o ministro, essas fontes barateiam o custo de energia no Brasil e, com a ajuda da tecnologia da indústria, o País vai chegar a uma economia neutra em carbono até 2050. “Haverá uma reindustrialização. Em algumas regiões, como a Nordeste, será a industrialização verde. Seremos a segurança da energia limpa do mundo, especialmente para a Europa”, destacou.

Joaquim Leite citou iniciativas de incentivo à economia verde, como a que zerou os impostos federais para aquisição de equipamentos para usinas de biogás e biometano, e o decreto que criou o mercado regulado de carbono.   “Nós trouxemos uma plataforma única de registro para garantir a transparência, a integridade ambiental e a não dupla contagem”, explicou o ministro. Além do registro, a plataforma permite registrar a pegada de carbono da atividade econômica.

Outra iniciativa apresentada pelo ministro foi a possibilidade de financiar a produção do biometano e do hidrogênio verde com recursos do Fundo do Clima, por meio do BNDES.

O evento “Estratégia da Indústria para uma economia de baixo carbono” reúne especialistas nacionais e internacionais, empresários, federações e associações do setor industrial para discutir a contribuição do país para atingir as metas de redução de emissões de gases de efeito estufa, estabelecidas no Acordo de Paris, e as oportunidades de negócios para a descarbonização da indústria brasileira.

Joaquim Leite ressaltou que o Brasil é contra o mecanismo de ajuste de carbono na fronteira, proposto pela União Europeia, por defender que tudo que for relativo a clima deve ser discutido de forma multilateral dentro da Conferência do Clima e tudo que esteja relacionado a comércio, na Organização Mundial do Comércio (OMC). Com esse mecanismo, os produtos importados com emissão de carbono acima dos padrões europeus serão taxados na fronteira. “O Brasil é contra porque isso é protecionismo climático”, afirmou.

Outra oportunidade que o Brasil possui, na opinião do ministro, é a grande reserva de vegetação nativa que funciona como sequestrador de carbono e, por isso, deve ser remunerado. “Trazendo valor a esse ativo, nós vamos remunerar quem cuida de floresta e o Brasil tem bastante floresta para ser remunerada”, disse.

Ainda no evento, o ministro lembrou que o Brasil negociou com 1974 países o acordo que reduz a poluição de plástico em todo o mundo. Segundo ele, com a pandemia e a guerra na Ucrânia, o mundo passou a procurar países próximos e com energia verde, e que isso é uma grande oportunidade para o Brasil.

O debate faz parte da preparação da indústria para a 27ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP27), que ocorre em novembro, no Egito. Para o ministro do Meio Ambiente, essa será uma COP da indústria sustentável e da energia renovável.

Veja mais

Lorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipiscing elit. Ut elit tellus, luctus nec ullamcorper mattis, pulvinar dapibus leo.

Lorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipiscing elit. Ut elit tellus, luctus nec ullamcorper mattis, pulvinar dapibus leo.

Lorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipiscing elit. Ut elit tellus, luctus nec ullamcorper mattis, pulvinar dapibus leo.

© 2023 Carla Zambelli – Todos direitos reservados.