Quem sou eu

Carla Zambelli Salgado (Ribeirão Preto, 3 de julho de 1980) é gerente de projetos, ativista e política brasileira. Fundadora do movimento Nas Ruas, ganhou notoriedade pelo ativismo implacável contra a corrupção e pela atuação no impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff. Nas eleições de 2018, foi eleita deputada federal por São Paulo.

Graduada em Planejamento Estratégico Empresarial. Por mais de 20 anos atuou no desenvolvimento de modelos organizacionais, desenvolvimento estratégico, gestão administrativa e change management. Tem experiência com planejamento estratégico, Centro de Serviços Compartilhados, Balance Scored Card, gestão de riscos, diagnóstico e reengenharia de processos administrativos, financeiros, comerciais, compras, TI e logística.

Carla Zambelli iniciou sua atuação na política em 2011, quando criou o movimento Nas Ruas que, ao longo dos anos, realizou diversos protestos a favor de pautas explicitamente contrárias à corrupção e à impunidade. Zambelli foi também uma das protagonistas do ativismo na luta pelo impeachment da então presidente Dilma Rousseff, acusada de crime de responsabilidade.

Em outubro de 2015, Carla descobriu um tumor no cérebro e precisou se afastar da empresa onde trabalhava, a KPMG. Em dezembro, submeteu-se a uma arriscada cirurgia e foi preparada para o tudo ou nada. Para isso, gravou depoimentos para a criação de um documentário a respeito de tudo o que já havia vivido no ativismo político nos últimos anos, como relata em seu livro “Não foi Golpe”, lançado em agosto de 2018 e que também relata os bastidores da luta pelo impeachment.

Mesmo sabendo do que estava por vir, Carla Zambelli seguiu trabalhando. Dias antes de sua cirurgia, coordenou o “Algemados pelo Impeachment” no Salão Verde da Câmara dos Deputados, ato que durou nove dias e ficou conhecido em todo o Brasil. O objetivo era chamar a atenção da imprensa e do presidente da Câmara, o então deputado Eduardo Cunha, sobre a necessidade de abrir o processo contra Dilma.

Passada a operação e vencido a morte, a hoje deputada continuou lutando pelo país. Depois de dar start em vários protestos ao redor da nação em 2011; brigar contra a construção do “Memorial da Democracia”, que abrigaria acervos do ex-presidente Lula por meio de dinheiro público; enfatizar apoio ao povo venezuelano contra o ditador Nicolás Maduro; defender o julgamento do Mensalão; participar das grandes manifestações de 2013, e outros atos, Carla começou a dar coro ao pedido de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), ainda em 2014, após a reeleição da petista, devido aos vários escândalos de corrupção que já se tornavam públicos por meio da operação Lava-Jato, coordenada pelo então juiz Sérgio Moro.

Após as primeiras manifestações em 2015 (13 de março e 12 de abril), o NasRuas apresentou o 1º pedido de impeachment, em 15 de abril, relacionado à compra da refinaria de Pasadena. No terceiro protesto, em 16 de agosto, surgiu o famoso boneco Pixuleco, feito pelo movimento Brasil de Alagoas, que foi fundido ao NasRuas em 2018.

Após outros pedidos de impeachment terem sido protocolados, o jurista Hélio Bicudo, ao lado da advogada Janaina Paschoal, também apresentou o seu. Sabendo da força e importância de onde partia aquele pedido, Carla Zambelli e o NasRuas abriram mão do seu pedido de impeachment para declarar apoio ao de Bicudo e Paschoal. Assim, o NasRuas organizou uma coletiva de imprensa para apresentar a peça do jurista e da advogada, que já contava com apoio de 30 movimentos.

Foram meses de muita luta e persistência. Após vários protestos, noites sem dormir e muito suor, enfim o resultado se concretizou em 2016, com o afastamento de Dilma em abril, votado pela Câmara dos Deputados, e em definitivo em agosto, após decisão do Senado Federal.

Em julho de 2016, o ministro do Supremo Ricardo Lewandowski se irritou com um boneco inflável gigante que fazia referência a ele, durante protesto organizado pelo grupo Nas Ruas. O Supremo Tribunal Federal enviou ofício ao diretor-geral da Polícia Federal, Leandro Daiello, pedindo que providências fossem tomadas contra os responsáveis pelo ato, citando Carla como suposta líder da manifestação. Em junho de 2017, Carla se envolveu em um conflito com Paulo Pimenta (PT-RS) ao acusá-lo de roubo. O vídeo no qual o petista lhe dá voz de prisão foi publicado na internet pela própria ativista, que chegou a ser encaminhada para a delegacia do Congresso. O deputado petista, contudo, não formalizou nenhuma queixa contra ela.

Com seu grupo, coordenou movimento de apoio à Polícia Federal por todo o País, e de apoio à Operação Lava Jato. Palestrante da Polícia Federal no VII Congresso Nacional de Delegados da Polícia Federal, foi homenageada pelo trabalho prestado em prol da busca da autonomia e de recursos investigativos para a instituição.

Tem um perfil alinhado à direita, sendo liberal na economia e conservadora nos costumes. Em 2017 se declarou monarquista, após conversas com membros da família imperial. É contra a política de cotas, exceto para pessoas com deficiência.

Em 31 de agosto de 2018, lançou seu 1º livro, “Não Foi Golpe – Os Bastidores da luta Nas Ruas pelo impeachment de Dilma”, no qual conta sobre sua trajetória no ativismo político e destaca todo o trabalho feito para concretizar o impeachment de Dilma Rousseff.

Nas eleições de 2018, foi eleita deputada federal pelo PSL. Afirmou que sua linha de atuação na Câmara dos Deputados continuará sendo o combate à corrupção. De acordo com Zambelli, isso será feito por meio de três pilares: “menos Estado, mais justiça e educação de verdade”.

Como deputada, já foi ao exterior para conhecer formas de atuação benéficas para o Brasil e para aprimorar o conhecimento em temas como segurança, meio ambiente, saúde e tecnologia. Entre as visitas estão a Coreia do Sul, Alemanha e Taiwan.

Melhor deputada de 2019: O Prêmio Congresso em Foco concedeu à deputada federal Carla Zambelli o trofeu de melhor deputada de 2019 por meio de eleição popular. Foram 24.087 votos concedidos à parlamentar.

Em novembro de 2020 a parlamentar precisou ser internada para passar por nova cirurgia. Em agosto daquele ano, ela foi diagnosticada com endometriose profunda e adenomiose uterina. Após receber alta, em 30 de novembro, Zambelli afirmou que passaria a defender a bandeira do tratamento contra endometriose, junto com as outras pautas já defendidas no Parlamento.

Na Câmara, foi forte defensora da Nova da Previdência e uma das principais apoiadoras do Pacote Anticrime. Defensora do presidente Jair Bolsonaro, Carla Zambelli foi vice-líder do Governo Federal na Câmara em 2020.

Em 2019, a deputada federal Carla Zambelli foi classificada como a 3ª parlamentar mais influente do Congresso Nacional nas redes sociais, segundo o Ranking FSBInfluênciaCongresso. Em 2020, a parlamentar alçou a vice-liderança do ranking, ficando atrás apenas do deputado federal Eduardo Bolsonaro.

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